Um "site" islâmico na Internet coloca Timor- Leste, a par dos Estados Unidos, União Europeia, Austrália e Nações Unidas, como potencial alvo de atentados terroristas.
Em comunicado publicado no "site" indonésio do Hizbut-tahrir, ou Partido Islâmico de Libertação (PIL), sob o título "Tragédia dos muçulmanos em Timor-Leste", diz-se que a recente expulsão de cidadãos indonésios que ocupavam a mesquita de Annur, em Díli, configura perseguição religiosa. O Hizbut-tahrir, com ramificações a partir das antigas repúblicas soviéticas no continente asiático, está actualmente activo em vários países da Europa Ocidental, designadamente no Reino Unido, onde tem sediado o servidor "hizb-ut-tahrir.org", que é o principal "site" do PIL e que tem como principal objectivo reconstituir o califado, ou governo central islâmico, destruído em 1924 pelo regime laico da Turquia. A expulsão de mais de 200 cidadãos indonésios, ligados, segundo o chefe da diplomacia timorense, José Ramos Horta, à organização radical islâmica "Al-Mufarridiah", deveu-se à sua reiterada recusa em legalizar a presença em Timor-Leste. A "Al-Mufarridiah" é também identificada nos círculos dos serviços de informações ocidentais por Jemaah Islamiya, organização a que é imputada a autoria de vários atentados terroristas, entre os quais o de 2002 na ilha indonésia de Bali, em que morreram 202 pessoas, entre as quais um militar português, e o de Setembro passado contra a embaixada australiana em Jacarta, em que morreram 11 pessoas. A expulsão dos cidadãos indonésios de Timor-Leste levou a que fosse aconselhado que se considerasse o reforço das medidas de segurança no país. O facto de as Nações Unidas manterem em Timor-Leste, único país predominantemente católico no Sudoeste Asiático, uma missão de assistência, levou a que esteja a ser considerado o reforço das medidas de segurança, para prevenir eventuais retaliações pela expulsão de cidadãos muçulmanos. No passado dia 07, um relatório de circulação reservada entre a comunidade diplomática acreditada em Díli e a que a Lusa teve acesso referia que, "apesar da expulsão, a rede (da Al-Mufarridiah) continua activa". Entretanto, a Austrália procedeu hoje à actualização do alerta aos seus cidadãos que pretendam deslocar-se nos próximos dias à Indonésia. O alerta, emitido pelo Departamento do Comércio e Negócios Estrangeiros, aconselha os cidadãos australianos a não viajarem para a Indonésia devido a informações credíveis sobre a organização de atentados terroristas contra estrangeiros. "Para o período do Natal e Ano Novo, continuamos a receber informações segundo as quais terroristas na região estão a planear ataques contra vários alvos", alerta aquele departamento estatal australiano, num comunicado emitido de Camberra. Depois de recordar os efeitos dos atentados de 2002, em Bali, e de Setembro passado, em Jacarta, o governo australiano salienta que um "outro ataque contra cidadãos australianos não pode deixar de ser considerado".
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Posted by: Monografias Global Online | February 17, 2009 at 10:58 PM