Uma criança menor de nove anos foi submetida à excisão genital forçada sem o consentimento dos pais,
em Bissau, antes de ser resgatada graças à intervenção de uma organização não governamental portuguesa, apurou a PANA em Bissau.
Este faz parte de três casos de violência contra crianças denunciados domingo, na capital bissau-guineense, pela ONG portuguesa Inter-Cooperação e Desenvolvimento (INDE) que criticou a inacção das autoridades comptentes locais perante "tão flagrantes abusos contra os direitos de menores".
De acordo com Elsa Santiago, coordenadora da INDE, os três casos ocorreram todos em bairros periféricos de Bissau.
A excisão genital da rapariga de nove anos ocorreu no bairro de B'Sak, tendo gerado polémica quando os pais a quiseram retirar da "barraca", local onde, ao longo de dois meses, permanecem as excisadas até sararem as feridas resultantes da operação.
Os pais, cujos usos e costumes não admitem a excisão feminina, foram obrigados a pagar uma "multa" de 30 mil francos CFA (45,80 euros) para tirar a menina da barraca.
"Mas, mesmo com o pagamento, não foi fácil resgatar a menina", explicou a responsável da ONG defensora dos direitos das crianças guineenses.
Apenas a pronta intervenção da INDE, que ameaçou os autores da operação com uma queixa à Polícia Judiciária (PJ) é que foi possível tirar a menina da barraca, contou à PANA Elsa Santiago.
A coordenadora da INDE referiu-se também a um outro caso ocorrido no bairro de Mindara, onde "um homem de 42 anos com mais de 100 quilos violou sem dó nem piedade, duas crianças de nove e 10
anos".
O terceiro caso prende-se com um casamento forçado que está a ser preparado por uma mãe que insiste em conceder a sua filha menor para um matrimónio com um homem de 35 anos.
Elsa Santiago lamentou a forma como as instituições do Estado se posicionam perante estes casos de "flagrantes abusos contra os direitos dos menores".
"Estamos atrás destes três casos há três dias e não vemos ninguém das autoridades intervir. Até nos questionamos onde é que estão aquelas instituições que dizem ser defensoras dos direitos das crianças", frisou.
Entretanto, fonte próxima do gabinete do primeiro-ministro indicou à PANA que o chefe do Executivo bissau-guineense, Carlos Gomes Júnior, pretende convocar com urgência algumas instituições não governamentais e do Estado para se debruçarem sobre o assunto.
Entre essas instituições, acrescentou a fonte, figuram o Instituto da Mulher e Criança (IMC), o Ministério da Justiça e a Liga Guineense dos Direitos Humanos (LGDH).
In Panapress.com
É um absurdo que a sociedade em sí,
ao invés de zelar pela proteção desses menores, fazem é comtribuir ...
É completamente horrorizante ter que conviver com uma sociedade assim ...
Pais que devem proteger seus filhos cometem absurdos! ...
Onde iremos parar ...
Um basta tem que ser dado, ...
Temos que lutar por uma sociedade melhor,
um mundo melhor,
Sem violência,
sem desrrespeito ...
Paz, Respeito, e Humildade!
ACORDA Brasil!!!
Posted by: Ingrid Folador | July 25, 2008 at 09:52 PM